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Vitória de Guimarães retira queixa contra invasão ao treino

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   emblema minhoto explicou, em comunicado divulgado no sítio oficial, que os jogadores que sofreram "crimes de ofensa à integridade física" não quiseram "participar criminalmente" dos cerca de 30 adeptos que invadiram o treino e alegou que a "vontade dos lesados" assume-se, em casos de integridade física, "como soberana a nível penal", justificando assim a decisão tomada. 

   "O Vitória decidiu desistir da queixa-crime apresentada, na certeza de que a sua decisão não só não traria qualquer sentimento de ingratidão ou falta de solidariedade para com os jogadores lesados, como foi tomada com o aplauso destes", refere a nota.

   A invasão de cerca de 30 adeptos ocorreu na academia do clube minhoto, durante a manhã, quando a equipa, então ainda treinada por Pedro Martins, preparava o duelo com o Estoril-Praia, da 19.ª jornada - venceu por 3-1 -, na sequência de quatro derrotas consecutivas para o campeonato, no qual ocupava o nono lugar.

   Em reação ao sucedido, a direção vitoriana, presidida por Júlio Mendes, afirmou que iria "tomar as medidas legais ao seu dispor, de forma a identificar e responsabilizar" quem invadiu o treino, e, hoje, realçou ter prestado "toda a colaboração possível" ao dispor "os meios de prova" que encontrou à PSP.

   O clube minhoto disse ainda ter chegado à conclusão de que o único crime de que poderia ter sido vítima enquanto instituição era o de "introdução em local vedado ao público", mas lembrou que o complexo desportivo não está vedado na sua totalidade, pelo que a queixa não teria seguimento.

   "O prosseguimento do processo-crime apenas conduziria ao pagamento de taxas processuais, sem que daí o Vitória retirasse qualquer benefício ou fosse infligida qualquer punição aos responsáveis pelos atos", lê-se na nota.

   Na nota, lê-se ainda que o Vitória de Guimarães vai continuar a prestar auxílio ao Ministério Público na investigação dos "crimes públicos cometidos na manhã do dia 17 de janeiro de 2018".

   O clube anunciou a desistência do processo crime dias depois de Júlio Mendes ter admitido, na Assembleia Geral do clube, que houve agressões a jogadores durante essa invasão, quando comparava o que sucedeu em Guimarães com a invasão que culminou em agressões aos jogadores do Sporting, em Alcochete, a 15 de maio.