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Dragão sem chama de golo, mas honrado na hora do adeus europeu

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   Honra. Esta foi a palavra que ficou gravada na mente de todos, após a conferência de Sérgio Conceição de antevisão ao encontro da segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Pode até parecer clichê, mas a verdade é que na vida há muito pouca coisa, ou mesmo nada, mais importante que a tão falada honra. 

   Os azuis e brancos saíram feridos no seu orgulho após a derrota por 0-5 no Estádio do Dragão, e quiseram entrar em Anfield Road com a ambição de provar que o ‘trágico’ acidente, ocorrido há três semanas, foi apenas isso… um acidente. Irreparável, é certo, porque as hipóteses de o FC Porto inverter esta eliminatória eram praticamente diminutas.

   Mas nem este facto diminiu o alento dos milhares de adeptos que se deslocaram a Liverpool que do princípio ao fim se fizeram ouvir num dos melhores palcos ingleses: provavelmente até havia alguém mais crente a acreditar num tão aclamado ‘milagre’, mas no final ficaram os gritos ‘azuis’ a pedir um FC Porto campeão. Mas isso são contas de outro rosário…. Um rosário a nível interno. 

   Sérgio Conceição decidiu aplicar uma ‘revolução’ no onze e apenas Diego Reyes repitiu a titularidade do duelo da primeira mão. Uma nova ‘fatiota’ com dez novos rostos: Destaque para a estreia de Bruno Costa que somou os primeiros minutos na equipa principal. O médio apareceu nas costas de Aboubakar para tentar mexer com as transições.

   Todavia a estreia do menino de 20 anos valeu pela experiência, nem tanto pela exibição. Que foi, tal como a de todos os jogadores azuis e brancos, abnegada, profissional, capaz. Mas não houve ‘rasgos’ individuais que o completo encaixe tático entre os dois conjuntos retirou por completo, ao ponto de se poder resumir a primeira parte a um grande lance perigo: Mané, depois de um desvio por cima aos 17′, acertou no poste aos 30′ num remate cruzado na área.

   O primeiro tempo terminou sem qualquer pontapé de canto e sem qualquer remate enquadrado entre os postes da baliza. O segundo tempo foi um pouco mais aberto, sobretudo nos derradeiros: aos 84′, na sequência de uma bola a pingar na área que Óliver Torres rematou com selo de golo, Lovren acabou por tirar o 1-0 de forma in extremis; aos 88′, Casillas fez a defesa da noite a uma cabeceamento de Ings sozinho na área, quase que parando o seu voo antes de tocar a bola para canto.

   Este foi o 19.º jogo do FC Porto em Terras de Sua Majestade: os dragões somaram apenas o seu terceiro empate, num país onde não têm qualquer vitória. Efetivamente faltou a ‘cereja no topo do bolo’ , mas o adeus, esse, foi honrado.