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2 títulos, mais de 100 milhões em vendas e muitos 'quase': O legado de JJ

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   Ao fim de três temporadas, Jorge Jesus abandona o comando técnico do Sporting para assumir a liderança do Al Hilal, naquela que será a primeira experiência fora de Portugal em quase 30 anos de carreira. 

   Deixa Alvalade com dois títulos na bagagem – uma Supertaça e uma Taça da Liga – o melhor registo de um treinador do mandato de Bruno de Carvalho. É, de resto, preciso recuar até à 'era Paulo Bento' – duas Supertaças e duas Taças de Portugal – para ver um técnico com maior número de conquistas.

   Além disso, parte para a Arábia Saudita no pódio dos treinadores com mais jogos ao leme do Sporting: 154. Neste capítulo, apenas é superado por Paulo Bento – 194 jogos – e pelo histórico Joseph Szabo – 269 jogos.

 

Registo milionário

   Mas o legado de Jorge Jesus no reino do leão não fica por aqui. Foi durante o seu período que o Sporting conseguiu fazer as duas maiores vendas em mais de 100 anos de história: João Mário (40 milhões de euros, a maior transferência de um jogador português para o estrangeiro) e Islam Slimani (30 milhões de euros)

   Feitas as contas, ao longo da ‘era Jorge Jesus’, o Sporting encaixou perto de 145 milhões de euros (valores fixos, sem contar com bónus por objetivos) com as vendas de 20 jogadores.

   Em sentido inverso, entre aquisições, empréstimos e ‘custos zero’, o treinador de 63 anos levou, para Alvalade, 42 jogadores, que custaram um valor total na ordem dos 90 milhões de euros.

 

Demasiados 'quase'

   ‘História’ e ‘milhões’ são, neste sentido, duas palavras-chave para caraterizar a passagem de Jorge Jesus pelo Sporting. Assim como, porventura, a palavra… ‘quase’.

   Assim que chegou a Alvalade, o treinador arrecadou uma Supertaça, batendo o Benfica, seu anterior clube, por 1-0. Menos de um mês depois, esteve ‘quase’ a assegurar o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões, mas foi eliminado pelo CSKA de Moscovo no playoff, por um resultado agregado de 2-5.

   Nessa mesma temporada, esteve ‘quase’ a sagrar-se campeão, o que continua sem suceder no Sporting desde 2002. Terminou a campanha com 86 pontos, menos dois do que o Benfica, numa das mais intensas lutas pelo título dos últimos anos.

   Em 2016/17, conseguiu o apuramento direto para a Liga dos Campeões. Esteve ‘quase’ a surpreender os ‘todo-poderosos’ Real Madrid (perdeu ambos os jogos por 1-2) e Borussia Dortmund (perdeu 1-2 em Alvalade e 0-1 em Signal Iduna Park), mas uma inesperada derrota com o Légia de Varsóvia na derradeira jornada atirou-o para fora das competições europeias.

   Esta época, o cenário melhorou a nível europeu. É verdade que esteve ‘quase’ a surpreender os ‘colossos’ Juventus (empatou 1-1 em Alvalade e perdeu por 1-2 em Turim) e Barcelona (perdeu por 0-1 em Alvalade e por 0-2 em Camp Nou). No entanto, superiorizou-se ao Olympiacos e ‘caiu’ para a Liga Europa.

   Aí, deixou para trás Astana e Viktoria Plzen. Nos quartos-de-final, enfrentou o Atlético de Madrid – que viria a vencer a prova – e esteve ‘quase’ a eliminá-lo, tendo perdido por um resultado agregado de 1-2.

   No entanto, a derrota mais dolorosa ficaria guardada para o final da temporada. Naquele que foi o seu último jogo no comando técnico do Sporting, e após uma semana, no mínimo, conturbada, Jorge Jesus teve em mãos uma oportunidade de ouro para sair pela porta grande.

 

Enfrentou o Desportivo das Aves no Jamor, para a final da Taça de Portugal, e entrou praticamente a perder, graças a um golo de Alexandre Guedes logo aos 16 minutos. O mesmo Guedes que viria a bisar na segunda parte. Montero marcou aos 85 minutos e ainda deu uma réstia de esperança, mas o Sporting viria, mais uma vez, a ficar-se pelo ‘quase’.